Bernardo Silva: A censura da simplicidade
- D´Letra

- 8 de out. de 2019
- 2 min de leitura

Artigo de Opinião
Infelizmente, em pleno séc. XI, podemos afirmar que o racismo está presente em praticamente todas as civilizações multiétnicas. Este consiste na discriminação e preconceito assente em características físicas e biológicas entre etnias. Em certas definições, consta a necessidade de intenção pejorativa para se considerar racismo.
Então Bernardo, de que forma esta publicação viral pode ser vista como racismo?
Simples. Não pode.
A publicação (sem finalidades hostis) compara uma antiga fotografia de Benjamin Mendy, ainda na sua infância, aos chocolates Conguitos. O destinatário do tweet, acompanha Bernardo Silva há X anos nos principais palcos europeus, sendo estes (evidentemente) grandes amigos. Este, antes da escandalização desapropriada, manifestou a sua faceta divertida e respondeu com humor à brincadeira de Bernardo.
Concluímos então, que o teor racista da publicação de Bernardo, é equivalente ao do logótipo dos clássicos Conguitos. Se a comparação de Mendy ao icónico “Conguito” é racista, então a personificação de um chocolate ser negro, também será?
É factual, tanto Mendy como o Conguito têm pele negra, tal como o chocolate tem um tom semelhante. Mas de que forma pode uma constatação cromática ser difamação ou preconceito? A igualdade étnica deve ser protegida, e a cor de pele não valoriza nem desvaloriza ninguém, é apenas uma característica física, apenas isso. Logo, a única forma de racismo presente provém de quem vê qualquer problema numa comparação meramente física. Neste caso, o politicamente correto sobrepõe-se ao bom senso.
O único ataque à integridade moral e física existente, é a suspensão eminente de Bernardo Silva.
Esta é a minha opinião, redator deste artigo. Porém, como defensor da liberdade de expressão e aberto a todas as opiniões, pedimos a vocês leitores, para partilharem as vossas, de forma a enriquecer este artigo.




Comentários